sexta-feira, 7 de março de 2008

Minha mulher

Não respeito barreiras,
entro pelos atalhos,
faço loucuras,
beijo sem pedir,
sujo de tudo seu corpo
menos de amargura.

Esqueço meu pedaço de corpo
dentro do outro,
faço desvios dentro e fora,
sem temer o não,
no ouvido falo dos meus desejos.

Quero a mulher que me faça sonhar,
sentir a vontade de voltar pra casa,
que me arraste para sua cama,
faça amor gemendo de prazer
e que deixe meu cheiro no corpo.

Quero a mulher vadia das noites,
aquela que conhece o ritmo da paixão,
a que cobra e sabe o momento de dar,
que tinge o cabelo e mela de perfume
o corpo para mostrar o bem querer.

Quero a mulher santa dos dias,
fazendo loucuras escondidas,
com o gosto de desejos espalhados
pelo corpo,
aquela que toma calada sua paixão e cuida.

Sem comentários: