domingo, 23 de dezembro de 2007

Um Natal diferente

A ti, amado irmãozinho,

entre tantas maneiras que há,

busco uma diferente de desejar um

Natal diferente do cotidiano,

em que se augura fartura na mesa, no bolso e no banco e

por reconhecer que quanto mais renascemos,menos importa o plano essencialmente capitalista,

abrindo-se portas para o mundo espiritual,

onde imperam os Bons Sentimentos.



Não direi que se singularize em preces,

afogando chances do Alto florescimento,

direi que nada clames a ti,

por teres em demasia o que agradecer

e quando tuas travas e mágoas forem amolecendo, abraça mentalmente o mundo inteiro, augurando o suficiente a quem nada tem.



Direi que não esperes a todo momento,

de braços cruzados, a solução divina miraculosa.

Há que se priorizar carências e carentes,

a começar pelo pinheiro de Natal que armas no lar, não seja suntuosamente enfeitado com estrelas de ouro,

renas exóticas, chaves mágicas,

porquanto é chegada a hora de agir-se e festejar, com coerência, um Natal mais cristão,

juntando a ti os que menos têm

e mais precisam, portanto.



Recheia teu pinheiro com afeto caloroso,

pendurando beijos sonoros, abraços coesos, risos sinceros, flores brotando,

sementes fortes de amor e estarás,

se não transformando o mundo,

renascendo na suprema pujança,

que só assim o Deus bambino será

o Papai Noel do teu Natal!



E direi ainda,

que não busques alegria efêmera e mecanizada nas passarelas ou burburinhos,

reserva-te ao silêncio peculiar da tua alma etérea, irmanada aos idosos confinados à solidão de asilos, irmanada aos órfãos de pais vivos e indiferentes ao futuro,

irmanada aos hospitais onde esperança cura doenças.



A paz do Universo não mais será quimera remota,

será o reflexo da Paz do teu lar.

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