A ti, amado irmãozinho,
entre tantas maneiras que há,
busco uma diferente de desejar um
Natal diferente do cotidiano,
em que se augura fartura na mesa, no bolso e no banco e
por reconhecer que quanto mais renascemos,menos importa o plano essencialmente capitalista,
abrindo-se portas para o mundo espiritual,
onde imperam os Bons Sentimentos.
Não direi que se singularize em preces,
afogando chances do Alto florescimento,
direi que nada clames a ti,
por teres em demasia o que agradecer
e quando tuas travas e mágoas forem amolecendo, abraça mentalmente o mundo inteiro, augurando o suficiente a quem nada tem.
Direi que não esperes a todo momento,
de braços cruzados, a solução divina miraculosa.
Há que se priorizar carências e carentes,
a começar pelo pinheiro de Natal que armas no lar, não seja suntuosamente enfeitado com estrelas de ouro,
renas exóticas, chaves mágicas,
porquanto é chegada a hora de agir-se e festejar, com coerência, um Natal mais cristão,
juntando a ti os que menos têm
e mais precisam, portanto.
Recheia teu pinheiro com afeto caloroso,
pendurando beijos sonoros, abraços coesos, risos sinceros, flores brotando,
sementes fortes de amor e estarás,
se não transformando o mundo,
renascendo na suprema pujança,
que só assim o Deus bambino será
o Papai Noel do teu Natal!
E direi ainda,
que não busques alegria efêmera e mecanizada nas passarelas ou burburinhos,
reserva-te ao silêncio peculiar da tua alma etérea, irmanada aos idosos confinados à solidão de asilos, irmanada aos órfãos de pais vivos e indiferentes ao futuro,
irmanada aos hospitais onde esperança cura doenças.
A paz do Universo não mais será quimera remota,
será o reflexo da Paz do teu lar.
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