Quem sabe, se no fim deste caminho
que percorro em tropeços, como ébrio
está a vida a dizer-me que o destino
faz questão que eu acabe sózinho
qual lápide jacente num qualquer cemitério ?
Quem sabe, quando isso acontecer
se a memória me trará inda lembranças
que me tragam vontade de viver
ou se, ao contrário, quererei morrer
esgotado em desamor nestas andanças ?
Quem sabe, enfim, se valerá a pena
cruzar os oceanos como d'antes
o fizeram os nossos navegantes ?
Se por amor se fazem tantas coisas
quem sabe se ao escolher outro rochedo
não terei desvendado o meu segredo ?
Sem comentários:
Enviar um comentário