Só o ego reconhece o ego.
Só o ego critica o ego.
Só o ego julga o ego.
Só o ego incomoda o ego.
O ego se constrange, se sente mal;
Condena como se estivesse sempre certo.
O ego olha somente para fora.
O ego não tem o espelho da autocrítica.
É curioso o ego espiritualista. ..
É o ego que critica a espiritualidade do irmão;
É o ego que ouve, que lê, raciocina e não sente.
Talvez os bons espíritos e a respectiva espiritualidade prefiram os egos mais simples e puros, mais ingênuos de coração.
Há verdadeiros heroísmos silenciosos.
São tantas experiências!
Ainda falta muito para caminhar.
Ainda estamos “engatinhando” , mas criticamos o “nenê” ao lado.
Um pouco mais, um pouco menos, somos todos “farinha do mesmo saco”, mas existem “farinhas” que criticam as outras, se achando “mais brancas”.
Um ego se projeta mais, outro escreve mais, aquele “ouve” mais e este “enxerga” mais.
São vidas atrás de vidas, cada consciência “um livro”, um “winchester consciencial” de vivências pessoais diferentes.
Enquanto estivermos nesta etapa evolutiva primitiva, jamais saberemos uns dos outros, jamais entenderemos o que sente, pensa ou que vivenciou cada consciência. Ainda assim, nosso ego espiritualista permanecerá criticando os demais.
Se temos ego? Sim, temos!
Então, que tenhamos a vaidade de servir e sermos assistenciais, que tenhamos o orgulho de receber os bons espíritos e auxiliar na produção de suas obras;
Que tenhamos o ego de dizer: “Sim, eu fiz, eu ajudei, eu realizei, eu construí e, de alguma forma, eu amei mesmo com ego e apesar dele.”
Tudo é ego!
Ego por ego, que a dissolução do mesmo comece por aí.
É muito mais sadio, salutar e positivo, enquanto ainda não dá para superá-lo totalmente e de uma vez.
Olhe para fora, mas olhe muito mais para dentro de si; esqueça o ego dos outros para produzir.
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