quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Atemporal

Horizonte, ponte e fonte,

águas de delírio,

onde bolhas

de passado ávido

por repetições,

foram ao futuro

ignorando o presente.

Subverteram

horas de saudade

e laços desfeitos

enfeitaram atemporais

aos corações

que pulsavam

no espaço sideral,

onde Cronus

adormecido

sonha ser

só um menino

e deixa escorrer

pelas mãos

liquefeitos relógios,

com ponteiros

e riscos certeiros,

desenhando a eternidade

do amor e da vida,

aos regenerados corações!

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