terça-feira, 16 de outubro de 2007

POR ESSAS AREIAS

Por essas areias
Corro ao amanhecer
Abro meus pulmões
Contagio-me com a maresia
Vendo o Astro Rei
Despontando no horizonte.
É como se tomasse uma injeção
De ânimo satisfação e felicidade...

Por essas areias
Descalço corro em direção ao mar
Dispo-me de minhas vestes
E como vim ao mundo
Ao mar me atiro.
Aqui neste mar
Imenso mar
Totalmente nu como a natureza
Eu,
Somente eu
Areia
Mar
E o céu
Neste lindo amanhecer
Que o Criador de todas as Criações me concedeu
Comungo com a mãe natureza...

Para essas divinas criações
Recito meus poemas
Canto meus versos
Me encanto com os encantos
Desta obra inigualável
Que sem gasto monetário algum
Os olhos humanos podem admirar.
Obras intocáveis
Sem que precise de retoques
Escultura divina esculpida por Deus
Que o homem
Tomado por tamanha inveja
No lugar de conserva-la,
Protege-la,
Mais atenta em destruí-la
Ferindo o que de mais belo
Nos foi simplesmente doado...

Do mar volto para as areias
Nelas me enfarofo
Me atiro
Deito... rolo
Eu,
Somente eu neste lindo puro amanhecer
Assim como ao mundo cheguei
Somente coberto por meus cabelos
Em pura sintonia com a natureza...

Por essas areias
Vou me entregando
Até chegar a hora que por outros será invadida
Aí me recolho
Me guardo
Sem perder meu direito e brilho pela liberdade.
Por essas areias
Hei de correr sempre nu ao amanhecer
Por essas areias
Construirei castelos
De reinos imagináveis
Eu,
Rei de meu reino,
Meu único reino
Reino de meus sonhos e fantasias
Vividos em meus castelos de areias...

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