Hoje estou pensando muito em mim
Aprendi a não acreditar e nem programar o futuro.
Aprendi a viver os momentos do hoje
Sempre analisando o que passou
Resgatando o que foi bom para que continue
E corrigindo o que foi mal para que
Não venha dar continuidade ao que errado foi.
Hoje estou pensando muito em mim,
Não no que já fiz,
Não no que posso pretender fazer
Mas no que faço para a vida merecer.
São vários vazios em minha volta
Uma solidão medonha
Mas mesmo assim julgo-a minha amiga
Assim como minha sombra.
Tropeço em meus pensamentos
Os elevo as necessidades de meu povo.
Meu povo guerreiro batalhador
São subidas são descidas
São portinhas esperançosas de entradas
São portões enormes de trágicas saídas.
Não adianta querer achar uma entrada maior
Eles não deixam.
No centro das atenções
Recito versos entre poemas
Vejo palmas, sorrisos e aclamações...
Mas de que adianta,
Não tenho como invadir o planalto
E descarregar em forma de vômito
O descaso que eles por nós povo, derramam.
São estradas que sigo
E em cada parada uma poesia a ser recitada.
Mais pessoas se aglomeram,
Mais pessoas expressando seus sorrisos
Mais a dor e a fome deixam transparecer.
Quando será que cada um de nós brasileiros
Teremos nossas mesas com fartura?
Quanto mais se trabalha, menos se tem.
Eu não mais sei que importância tem minhas palavras.
Repetem-se num ecoar
Em cada povoado que chego
Com sorrisos em vários lábios
Escuto frases engraçadas frases interessantes.
_Lá vem o poeta do povo
_Lá vem o poeta que fala da fome
_Lá vem o poeta sem medo
São tantos lá vem o poeta de alguma coisa
Que acabo aos carinhos desse povo
Que gostam de me ouvirem
Faço me entregar as suas alegrias.
No meu íntimo misturado a essa constante alegria
Vejo a tristeza da fome roer-se no acaso de tão iguarias.
Lá vem o poeta do povo
Ele trás suor no rosto
Mochila pesada merece um recosto.
Lá vem o poeta que fala da fome
Tragam pratos e comidas
Faremos um banquete na calçada e vamos guardar seu nome.
Lá vem o poeta sem medo
Nos fala de nosso país nos fala de amor
Diz que é pra nunca deixar de acreditar
Que nessa terra a miséria um dia há de acabar.
Lá se vai o poeta solitário
Com sua pesada mochila a passos largos
Estrada de barro afora em busca de mais ouvintes
Para suas palavras chegarem.
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