sexta-feira, 19 de outubro de 2007

MORRE O ÓDIO

Escuros, profundos e cruéis, são de facto alguns seres
fazem perder a alma, sem calma no mal que os devora
nem a distância consegue aplacar tal ódio que apavora
são impiedosas ondas a encobrir, básicas e peculiares.

Entranham nas entranhas, irradiando dolorosa crueldade
espalma negras asas esse incubo, entre tormentosos céus
verbo ad verbum padecem e fazem padecer em calamidade
gela e dilui-se o sangue, tal cegueira detrás desses véus.

Seguem e perseguem seu cerne e semblante feito punição
e lançam assim os tais sarcasmos a turva revolta que odeia
no seu costume de abraçar destinos até levar á destruição
é rede na rede, regando com veneno a maldade que semeia.


Rocha, vão enraizando-a musgo sombrio estagnado à espera
mas morrerá não tarda! pois chegou á hora que já esfaqueia
sem flores, sem poesia, morrerá o ódio, espera, não desespera
que morra o ódio ramificado até as raízes, erva daninha e feia.

Sem comentários: