sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Meu Cristo Cósmico

Venho te sentir em meu coronário
Miríades de estrelas descem neste cone de luz violeta
Um vórtice sereno e doce me permeia
Pétalas de rosas flutuam e reluzem no meu cardíaco
Lágrimas silenciosas perseguem meu sorriso
Eu relaxo e me entrego...

A atmosfera explode prana sutil
Na contraparte astral outras pétalas caem do Eterno
Ao fundo a voz do Universo entoa mantras melodiosos
Parecem anjos, devas, deusas doces abençoando o mundo

Eu Os vejo. Eu Os sinto. Eu Os ouço.

Sorrio embaixo, enquanto as lágrimas percorrem a silhueta de meu rosto
Me sinto flutuar, embora de pés no chão
Meu coração-mente alça vôo em devaneio místico-espiritual
Me vejo em estado alterado de consciência.. .
Nem acredito...

Sou outra pessoa e não me reconheço
Pego a caneta e rascunho minhas linhas tortas
Eu insisto em ser comum Insisto...

Mas quando eu Os vejo e Os sinto, eu não sou mais eu...

Eu sou
Eu sou Ele
Eu sou Ele em meu coração

As fronteiras do ego e da matéria desmoronam e já não faz mais sentido o "eu", o "meu" e o "nós", somente o Todo.

Ele é o Cristo
Eu sou Ele
Eu, Ele e nós, somos um só

Assim a complexidade cósmica se dilui na teia incomensurável de amor

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