Percorri milhares de galáxias...
Vivi milhares de vidas em corpos densos.
Viajei do Todo ao Todo e do Nada ao Nada.
Fui do "sem princípio" ao "sem fim".
Caí no vácuo do infinito vazio, mas cheio de consciência imperecível.
Eu não sabia de nada, mas o Eterno me observava sereno,
E em muitas formas e manifestações eu vivi.
Já fui terra, rocha e lama.
Soergui-me em bactérias e vegetais.
Expandi-me em flores e em muitos planetas alegrei os campos.
Já fui devastado em mil batalhas em orbes atrasados, mas sempre prossegui.
Rastejei invertebrado e nadei vertebrado por mares incomensuráveis e profundidades abissais.
Viajei como rocha e esporos em cometas que sumiam no infinito ou colidiam em planetas desertos e errantes.
Chorei na solidão da escuridão silenciosa e sorri debaixo do sol e das estrelas.
Eu não sabia, mas era sempre "eu", mesmo sem ego.
Eu não entendia, mas sentia...
Eu não entendia, como não entendo agora, mas vivi em berço cósmico esplêndido.
Os braços de Deus me embalavam numa coisa chamada VIDA.
Eu não sabia e ainda não sei, mas estou aqui.
Prossigo desde "sempre" até o "nunca" numa esquina do universo que não sei onde vai dar.
A rigor nada importa...
O que vale são os abraços e os sorrisos dos amigos.
Olhos brilhando e sentimentos sinceros.
Tudo passa, só o Eterno permanece...
O Infinito sereno,
O Eterno imperecível,
O Absoluto incognoscível. ..
Tudo é Ele.
Você é Ele.
Eu sou Ele.
Nós somos todos nós, num só, nEle!
Hoje estou aqui, hoje escrevo, choro e rio.
Hoje sou um vertebrado, mamífero, bípede e até tenho alguns chacras, mas não melhorei muito, mas não importa.
Quando o "telescópio" de minha consciência e o "binóculo" de minhas percepções insípidas se ampliam, eu viajo de novo pelo universo.
Deixo o corpo denso e suas emoções mesquinhas no sofá e vou passear no céu de minha consciência sideral.
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