domingo, 21 de outubro de 2007

Aprendendo a observar

Aprender a observar é uma das atitudes mais importantes que podemos desenvolver ao longo da vida.

Há, basicamente, dois tipos de observação, que embora irmãs, seguem em direções opostas. O primeiro tem por objetivo olhar com atenção o mundo que nos rodeia. Isso implica observar, cuidadosamente, os grandes campos que compõem a nossa vida. Podemos detalhar esses campos da seguinte forma:

Saúde
Família
Atividade profissional
Vida amorosa
Comunicação com os semelhantes
Nossa relação com o dinheiro

Essa lista não é, evidentemente, a única possível, mas é muito útil para nos auxiliar na atitude de observação. Com ela, podemos examinar mais facilmente como anda cada um desses aspectos de nossa vida. Para facilitar ainda mais, podemos formular algumas perguntas relativas a esses diferentes campos. Poderíamos perguntar, por exemplo:

- Estou relativamente satisfeito nessa área?
- Em caso afirmativo: é possível melhorar?
- Em caso negativo: qual é o problema que aí existe?

Nesse primeiro tipo, observar é, pois, tornar-se uma antena aberta para captar tudo que está acontecendo em um determinado departamento da nossa vida.

O segundo tipo de observação tem por objetivo voltar-se para dentro de si mesmo, para o seu estado de Ser.

Há um paradigma que pode ajudar muito nesse segundo tipo de observação. Ele é formado pela visão tradicional da estrutura humana que diz sermos compostos de três setores fundamentais: um setor mental, um emocional e um físico-orgânico.

A atitude de observar a si mesmo consiste em desenvolver a capacidade de perceber, com honestidade, como você está em cada um desses setores, sem autocrítica ou julgamentos.

Podemos praticar essa atitude usando a pergunta-chave: “Neste momento, como estou mental, emocional ou fisicamente”? Se fizermos isso, iremos gradualmente compreendendo melhor as forças que nos movem sem percebermos. Esse é um dos caminhos mais seguros para nos tornarmos seres humanos dignos desse nome.

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