Quando eu me for,
não importa quanta fortuna amealhei,
quantas honrarias recebi,
quanto poder detive em minhas mãos,
quanta fama haja coberto o meu nome.
Fortuna, honrarias, poder, fama...
são acessórios transitórios,
não partirão comigo.
Ficarão e logo serão esquecidos.
Quando eu me for,
importará, sim,
o amor que ofereci, incondicionalmente,
o abraço que dei,
o ombro que ofereci,
a mão que estendi,
a palavra que não neguei,
a presença sem cobranças,
a lealdade, o respeito e a consideração
que dediquei a mim mesma
e aos meus irmãos de caminhada,
a aceitação de mim mesma
e dos que vieram a mim.
A aceitação da vida, com simplicidade.
Quando eu me for,
não haverá choros, nem lamentos.
Simplesmente, irei. Serenamente.
É a lei da vida.
Chagada a hora, tarefas cumpridas,
é o momento do retorno à verdadeira vida.
Não precisarei de malas e nem de sacolas.
O que eu levar comigo
será tesouro que não poderá ser roubado
e nem roído pelas traças.
Levarei apenas os atos de amor
que semeei e os afetos que mereci.
Quando eu me for,
partirá comigo, mas deixará seu perfume,
o sumo da vida que escolhi viver.
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