O MAR
belo mar selvagem das nossas praias solitárias. Tigre!
como cantou o poeta santista Vicente de Carvalho, como lembrou de Portugal Fernando Pessoa, "Deus ao mar o perigo e o abismo deu... com a ressalva, mas nele é que espelhou o céu" e como alinhavou meu pai "nos costões o mar batendo ... à tardinha e nessa hora.., para o poeta parecia estava dizendo, da sua terra Itanhaém, ...seu nome a Nossa Senhora.
"O mar espelho de gaivotas, como versejou meu irmão, que na tempestade registram, sob a amplidão, a fome de liberdade que eu trago no coração".
Ah! essa mar que me atrai
com seus rompantes tempestuosos,
com suas ondas de arrebentação nas dunas
de areias das praias desta vida,
para depois deslizarem como beijos
e carícias de amor feitas de espuma.
Ah! esse mar da minha Santos
que rondou minha infância,
que celebrou minha irrequieta,
como ele, juventude,
que na maturidade veio acompanhado
das marés dos desenganos,
e agora, na velhice, canta, sereno
na sua imensidão, profundo
e eu o exalto e não o estranho
ainda que possa ser um oceano de perdas
um mar profano!
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