quarta-feira, 9 de julho de 2008

ANTES DA PRIMEIRA PEDRA...

Rasgo minhas vestes

Arranco do peito o coração

Quero liberdade para versejar

Sem qualquer intenção

Que não seja o simples falar

Dizer de meus sonhos e desejos

Deixar livre a criação...


Falar de minhas dores!...

Cantar meus amores...

Concretizar o sentimento!...

Amenizar esta angústia

Que se faz presente

Na imperiosa vontade de gritar


Não importa quantos me ouçam!...

Importa é eu saber que gritei...


Sejam rimas incorretas!...

Ou versos tortos!...

Faço com paixão desenfreada

Quero um espaço que seja meu

Não busco louros!...

As glórias deixo aos poetas...


Respeite-se minha individualidade

O direito de ser minha esta loucura

Tão minha quanto o que escrevo

Sou o que transpareço!...

Em verdades,

Carinho e emoção...


Sou um ser que é sentimento

De uma sensibilidade anormal

Diferenciada na humildade

De quem não se intitula

Mais do que “ser humana...”

Antes da primeira pedra

Veja, sinta meu coração...


Não pré-julgue

Nem aponte intenções que não tenho...

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