sábado, 26 de julho de 2008

BUSCA INCESSANTE

Busco incessantemente encontrar-me!
E olha...odeio procurar coisas...
Imagine, pois, o meu tormento
ainda mais que, encontrar-me...leva tempo!

Com um espinho, arrebento as bolhas do pensamento,
observo, comparo, comportamentos
e nem a ciência é capaz de dizer
o quanto esquento a cabeça por não me saber!

Quem sou eu? O que busco nesta vida?
De que sou capaz em determinados momentos?
Nos arquivos da memória, baixo programas
buscando ouvir o meu canto de sereia...

Quem sabe meu sonar interior me leve a tantos
mares, portos, rios, lagos, grutas...quem sabe
me aponte lá longe, banida do meu grupo...
Quem sabe sou motivo de estudo

De um Deus fiel e absoluto,
capaz de me transformar em solidéu
sem outra função que não seja
cobrir as carecas dos clérigos

e voejar para o céu
conforme os ventos
batam nas cabeças?

Espero para ver a decisão divina:
qual minha sina?
O que aguarda de mim a divindade:
se coisa, objeto , gente,
antes que seja tarde
e não me encontre mais...
em nenhuma parte!

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