quarta-feira, 14 de maio de 2008

Viés de culpa.

Cuidado com o termo sibilino.

Cautela com o sorriso fácil.

Na água de tom cristalino,

Pode morar um veneno ágil.



Que se destila nas palavras,

De políticas sem sustento.

No oportunismo das larvas,

Que comem o discernimento.



E ao entorpecer de utopias,

Sorrimos entre torpes manias.

Ao vender da pátria a carne.



E então ao final bem dormimos,

Sonhando com todos os anjos.

Nosso chão? Sobrou só a metade.

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