sexta-feira, 2 de maio de 2008

Ventos do sul

Movem moinhos ventos do sul,

elevam novos sonhos em azul

espelhando nos olhos a paz.





No peito acelerado em anseio

renasce o único amor

que a vida refaz.





Venha do norte todo desejo,

no corpo em brisa, um beijo...

Recria o sonho em seu tempo.





Vestes do nu sobre o leito,

tempestades entre idas e vindas

amanhecem em verão e por fim, o sol...





Sou então a aurora abençoada,

elevando-se em preces aos deuses aclamados

no grito que entrega a alma conclamada.





De norte a sul é o corpo que estremece

e o abraço concluindo o gozo iniciado

veste o nu no prazer que enaltece.





Deito-me outono, inverno se preciso for;

ou serei primavera se assim o preferir,

só jamais deixarei a estação amor.





Movem moinhos ventos do sul

amanhecendo verão e por fim, o sol...

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