Fastidioso sonho, não me persiga,
Cale essa voz que leviana murmura.
Nem lei do amor, nem da ternura,
Ridícula idéia a querer me domar!
O peito cravado por teu cruel punhal
Os sonhos a que pede minha morte...
Dolorido, segue meu coração sem norte
Pela aventura que te seguia sem sorte.
Muitas vezes em seus gostos desviados
Oh ! alma, sem acordes, sem brandura,
Erguendo contra nós esta desventura.
Sonhos de esperanças concebemos.
Algum valor terão na eternidade?...
Restando só cinzas, os sonhos perdermos.
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