quinta-feira, 15 de maio de 2008

Sonhos perdidos!

Fastidioso sonho, não me persiga,
Cale essa voz que leviana murmura.
Nem lei do amor, nem da ternura,
Ridícula idéia a querer me domar!



O peito cravado por teu cruel punhal
Os sonhos a que pede minha morte...
Dolorido, segue meu coração sem norte
Pela aventura que te seguia sem sorte.



Muitas vezes em seus gostos desviados
Oh ! alma, sem acordes, sem brandura,
Erguendo contra nós esta desventura.



Sonhos de esperanças concebemos.
Algum valor terão na eternidade?...
Restando só cinzas, os sonhos perdermos.

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