Silêncio! Não perturbe o sono dos amantes.
Nem com um suspiro mais profundo...
Nem com um leve gemido...
O espírito dos amantes vaga na leveza das nuvens...
Brinca de esconde-esconde...
De saltar e deslizar sobre elas a quase cair no chão...
Desce e flutua...
E lá das alturas olha e acompanha
cada passo do seu amor, sua alegria e paixão.
Não faça ruído.
O espírito dos amantes anseia por quietitude...
Não a quietitude inerte da morte mas a que fala ao coração
segredos guardados para cada momento...
Que susssurra ao ouvido canções
expressando muita ternura e sentimento.
Canções de ninar e embalar...
Que levem o amado adormecer e esquecer
que vive ilhado num mundo conturbado
e sem saída, a não ser através do amor recebido e doado.
Peço-lhe silêncio por alguns instantes.
É dos amantes o desejo de poupar ao ser amado
desgostos, sofrimentos e dor.
Deixe que na ausência de sons falem os olhos...
Olhe bem dentro dos meus e verá que brilham e falam de amor.
Deste amor que sempre expresso em palavras
pois não posso estar a seu lado, em silêncio.
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