sexta-feira, 23 de maio de 2008

Sem Inspiração .

Um dia, um instante, um momento.
Uma vontade, um lugar, uma paixão.
Um eu, um você.
Uma verdade mentirosa, uma mentira verdadeira
Um nós que nunca houve, um existir virtual.
Uma necessidade surda de te possuir
E de entrega sem ferir
Num instante de ir e vir...
Uma poesia mal feita, uma vida mal traçada
Uma coisa interior aproximada, uma flor murcha despetalada
Um dorso nu, uma investida sem nexo
Perdida no perplexo da nudez insensata
Mata.., destrua..., reconstrua na forma nua o ser
Na rima frágil, mas ágil como relâmpago em tempestade de silêncio
Exala este teu cheiro de alecrim-laranjeira
Desmonta em mim este teu ser enfim poeira.
Você é esta saudade sem limite
Que a mim permite sonhar..., imaginar
Teu lado, teu mergulho, teu ariete
Cortante estilete de ilusão e devaneio.
Flor sem vale, espinho sem palma, rosa sem cheiro
Somos palhaços sem picadeiro ou fama
Seresta sem violão, infarto sem coração
Amantes sem futuro, desejo sem cama.

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