domingo, 4 de maio de 2008

Quando fazemos amor

Quando fazemos amor

e a chuva é nossa única testemunha

o som que vem lá de fora

vai orquestrando cada movimento

fazendo nossos corpos

irem à loucura



Tudo tem sido proibido

e no escondido da noite, nos entregamos,

desfiando essas pérolas bandidas

ao nos amarmos, sem preconceito,

num prelúdio que nunca termina



O que exalamos no ar,

é o aroma do cio que o amor dissipa,

ao misturar o gozo e o grito

que sem podermos dar, você e eu

desesperadamente ainda mais nos excitam



O êxtase emerge do âmago

para nos unir amantes, apaixonados insanos

perdidos na volúpia...ao sentirmos

verterem os nossos desejos e vícios

quando nos expomos um ao outro



Nesta entrega plena nos completamos

e nus deixamos que o calor dos nossos corpos

se saciem, se bolinem

atrelando olhos nos olhos,

apenas para sermos felizes,

até quando todos os desejos adormeçam...

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