quarta-feira, 14 de maio de 2008

Não mais...

Não mais quero ser escravo da vida,

rogar meu alimento, implorar água,

quero deitar e ao menos sonhar,

pouco, é o eterno passa pela minha vontade.





Pretendo ser o homem que prometi ao nascer,

abraçar com calor forte, ver os olhos,

atar meu nome aos que amam a terra,

colher dos meus sentimentos amor, só amor.





Não mais quero ser filho de um velho passado,

meu corpo ancião pesa poucos anos,

a alma milhares de noites e decepções,

poderia ser diferente, ter minha idade real.





Quando não mais for escravo desta vida,

nada prometo, nada tenho, nada quero,

caminharei com o movimento do universo,

hora a hora, amor a amor, até a morte.

Sem comentários: