Quantas vezes mascaramos nossos sentimentos,
fingimos não amar ou não dar importância,
nos convencemos de nossa própria jactância,
e deixamo-nos adormecer na névoa do tempo.
Deixamos de sentir com sincera constância,
deixamos o amor solto qual pipa ao vento,
preso por uma linha tênue de frágil alento,
por causa de nossa tão estúpida relutância.
Mas a alma nos cobra em sua pura essência,
o preço da saudade e da angústia atróz,
As miragens invadem nossa consciência
Pensamos em um dia, desatar os nós,
mas por conta de nossa pouca sapiência.
afastamos o amor e ficarmos sós
Quiça se não mascarassemos o sentir,
se não tivessemos esse medo enfadonho,
pudessemos amar, acreditar e sorrir
Ao invéz de pesadelos vivessemos sonhos
sempre crendo na melhora do porvir,
ao invés de viver no exílio medonho.
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