sexta-feira, 9 de maio de 2008

MALDITO CORAÇÃO

Misto d’ave e potro selvagem

Pés de vento, asas de condor

És de mim um esfaimado predador

Que sem dó m’arrastas na voragem



Dos teus arroubos vãos sobra o transtorno

De uma a outra dolosa recaída

Dos céus ao chão dos becos sem saída

Na alma nódoas negras sem retorno




Maldito coração que vais às cegas

Por que de vez teu sangue não sossegas

E me injectas de paixões inconcretas



Teus pés jamais atingirão as metas

As asas falharão cada viagem

Desiste coração! Ganha coragem!

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