Misto d’ave e potro selvagem
Pés de vento, asas de condor
És de mim um esfaimado predador
Que sem dó m’arrastas na voragem
Dos teus arroubos vãos sobra o transtorno
De uma a outra dolosa recaída
Dos céus ao chão dos becos sem saída
Na alma nódoas negras sem retorno
Maldito coração que vais às cegas
Por que de vez teu sangue não sossegas
E me injectas de paixões inconcretas
Teus pés jamais atingirão as metas
As asas falharão cada viagem
Desiste coração! Ganha coragem!
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