quinta-feira, 22 de maio de 2008

ÁGUA

Eu vivia em abundância e pureza;
aos poucos, você me matou.
A cada dia que passa; aumenta
a sua ausência em relação ao meu valor.

Deus me deu a liberdade
e você me bloqueou.
Para gerar energia,
muitos rios você secou.

Os antigos hoje choram
nas margens do Rio Tietê.
Bando de homicídas!
Agora não sabem o que fazer.

Eu estou acabando
e você irá lembrar de mim.
Não terá êxito em poços artesianos,
porque na minha vida deu um fim.

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