quarta-feira, 7 de maio de 2008

A EMOÇÃO DO AMOR

Quando nasce o amor?
Quando estamos carentes

e alguém se aproxima com mãos estendidas?
Ou quando nos abrimos para a vida

e despertamos paixões?

Será que existe uma lógica no amor?
Somos nós quem decidimos a hora de amar,

ou o amor é realmente um laço,

um passo para uma armadilha?

Se podemos viver o amor,

por quê nos ausentamos,

por quê nos decepcionamos tanto

e queremos fugir dele?
Por quê apostamos tanto em alguém,

e chagamos ao ponto de transferir

nossa felicidade para outras mãos?

Será medo da realidade,

uma fuga de nós mesmos?
Será que é possível viver um amor

onde apenas a verdade,

e somente a verdade,

seja a base da relação?
Será que devemos evitar

a máscara que colocamos no amor?

Será que devemos ser tão

realistas e secos para evitar a dor?

A dor, o amor, o calor, o desejo,

o momento, a vida,

uma explosão de todas as cores,

de todos os sentidos,

se você não se lembra mais,

o amor provoca vertigens,

espalha fogo por todos os lados,

é um querer até sem querer,

é uma transformação radical

em nosso metabolismo

físico, mental e espiritual,

quando amamos

chegamos mais perto dos anjos...

Por isso, se tiver que optar,

entre o vazio da razão,

por medo de sofrer uma decepção

e amargar meu dia, ainda assim,

prefiro o risco do amor,

que embeleza a vida,

dá motivação renovada,

e transforma o mundo,

as pessoas e as atitudes,

deixando tudo mais bonito, leve e eterno.

O amor é eterno,

mesmo quando dura pouco,

a emoção nunca se perde,

as pessoas vão, partem,

mas fica sempre um perfume de saudade,

fica sempre uma recordação gostosa,

por isso, amar sempre vale a pena.

Só os tolos tem medo de amar...

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