sexta-feira, 16 de maio de 2008

Em Súplicas

Peito apertado, nó na garganta,

angústia que o coração não espanta,

solidão que divide o meu convívio...

Desviem suas garras de mim

e deixem o sono me trazer alívio!



Lágrimas que traçam trilhas

nas faces que o tempo encarquilha,

dor estampada em sofrimento...

Desanuviem suas nuvens escuras

e tragam sorrisos como lenimento!



Descrença que me acompanha

enredando-me numa teia de aranha,

covardia que me tem como detento...

Desatem as amarras da amargura

e semeiem de fé o meu momento!



Infelicidade que o meu ser espreme,

deixando-me como barco sem leme,

desamor que a minh’alma detém...

Fujam para o infinito do inferno

e me presenteiem com o amor de alguém!



Só assim, com o sono a me trazer alívio,

depois de ganhar o amor de alguém,

terei em meu rosto de volta o sorriso

e a fé a comandar meu juízo também.

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