Diga prá mim
Dessa dança da vida
Que nunca sei dançar.
Tento pegar o ritmo
Mas me perco nos acordes da melodia
E dentro de mim fica essa sensação de vazio
Que me diz de desencantos
Lavando a cara toda
Num encharcar de prantos
Com um gosto de despedida ferida
Que fica grudada num travo na garganta.
Vida esquisita essa...
Que quer que eu siga em frente
Enquanto me açoita com tantas faltas
Deixando-me desfalecido diante das feridas.
O pensamento vaga e nada encontra
Então rio da minha desgraça
Já que chorar me causa extremo cansaço.
Sei que em algum lugar você também tenta
E dança... Assim como eu.
Vida maldita
Cheia de desencontros
Em acordes esquisitos e aflitos
Que nos deixa assim...tão sem nós.
Vou continuar aqui sonhando com você
Enquanto você fica aí
Tentando me encontrar em qualquer lugar.
Quem sabe amanhã...
Num capricho da vida
Teu olhar cruze com o meu
Para que meu sonho e o teu
Não tenha mais que sonhar
E o coração possa descansar.
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