Que amor é este que surpreende?
Que descompasso, quanta agonia!
Certo é, que o amor ninguém entende
E se opõe à razão com rebeldia...
Quem acalma este inquieto coração
aflito, sufocado de emoção?
E ri de mim, o desalmado!
Melhor que eu, sabe o que quer,
Por quem palpita... afogueado!
Bate apressado, bate ligeiro,
Num rodopio dentro de mim
Faz o que quer, o desordeiro,
Numa balbúrdia que não tem fim
Pois sempre soube por quem pulsava,
De minha espera, ria e zombava.
Fugiu de mim, o bandoleiro
E noutro peito, muito mansinho,
Fez a morada mais que ligeiro...
Aconchegou-se em outro ninho.
Faz tanto tempo te conhecia,
Que antes de mim (que ironia),
Apaixonou-se. Te amou primeiro!
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