domingo, 11 de maio de 2008

CLARO-ESCURO

Ouço-te voz oculta que procuro

Vejo-te volúpia em dor que encorpo

Sinto-te dentro e fora do meu corpo

Perco-te na bruma em claro-escuro



Ouço-te nas aves, voo e canto

Ouço-te na sonata compassada

Ouço-te nos sons cavos da calçada

Ouço-te na chuva, água em pranto



Vejo-te na filmagem riso ou drama

Vejo-te no bailado que embriaga

Vejo-te no incêndio que inflama



Sinto-te no desejo que me chama

Sinto-te mão carente que me afaga

Perco-te na algidez da minha cama

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