sexta-feira, 16 de maio de 2008

CHUVA NO CORAÇÃO

As gotas caem como chumbo

no coração ferido;

foram muitas as ilusões do sentido.



Lutar para ser feliz

ou se deixar ficar à deriva;

como um naúfrago distante da estiva.



Agarrado a farrapos loucos,

estraçalhado em sentimentos;

fuga desesperada, só em lamentos.



Vaga incerta a nau do desesperado.

Olhar baixo, horizonte sombrio,

nada além do mar bravio.



E a tempestade a fustigar a alma.

Dispersaram-se no éter os seus sonhos,

não há mais devaneios risonhos!



Apenas o cair da fria noite,

trazendo a chuva escorrida em prantos.

Oxalá ela possa lhe devolver seus encantos!

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