Este jeito rarefeito
de quase não se viver...
Este meu falar vazio,
corpo, interrogando a vida,
querendo agarrar o nada,
difícil a linha de chegada
neste clima com defeito!
Respiro, invadindo porquês
atuo na falta de jeito.
Meu auto-conceito é vadio,
ao fim, sempre me convida
a ser medíocre. Por nada.
No sofá, minha dignidade,
desnutrida, aflita me fita
querendo amor, pede água
e, o que mais me irrita,
um pouco de caridade
com, o olhar, pingando mágoas.
Parece um cão vira-latas
que afasto com os pés.
Um lado de mim, me maltrata,
o outro, ao contrário, invés
de auto-piedade,
quer ceifar tudo de vez.
Despetalando a verdade,
desequilíbrio em saudade
gritando de amores, segredos,
olhando nos olhos do medo,
de primeira qualidade!
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