quarta-feira, 5 de março de 2008

MAL SABES!

Ah! Meu amor...

Mal sabes tu, mal sabes!

Que deixar-te eu morreria...

Ah! Meu amor, mal sabes, mal sabes...

Que levaste minha alegria!



Voltei cambaleando...

De dor somente!

Olhando a rua que vivemos,

nosso amor efervescente...



Lá estava ainda escrito,

nos muros da cidade!

Meu amor em pichações,

de pura felicidade!



Cambaleante segui,

me segurando nas pernas!

A noite, mal vi...

Na dor que me hiberna...



Ah! Meu amor, mal sabes...

Quantos cigarros fumei!

Escutando em meus ouvidos, teu adeus...

O quanto chorei!



E teu perfume... e teu perfume!

Seguiram-me em vão caminho...

Grudado em minhas mãos,

ai amor, como espinhos!



Mas sabes amor, mal sabes...

Meus sonhos, meus sonhos!

Ah! Estes eu levo perdidos...

E os agarro gritando,

para que fiquem comigo!



Que possas voltar...

E filhos me dar!

Uma casa barulhenta...

Com floreira nas janelas!

Uma mesa de jantar...

Com muitas rosas amarelas!



Mal sabes amor, mal sabes...

Que eu queria viajar!

Para Grécia, África, Bagdá?

Escutar os tenores,

Pavarotti, Plácido, Carreras...

Pela França caminhar...



Cambaleante...

Mal sabes, mal sabes!

Que eu sonhava olhar o mar...

E, no céu, qualquer estrela...

Eu iria te buscar?



As canções de Elvis...

Mal sabes, mal sabes!

Guardadas no coração...

E que hoje, ouvindo-as,

restou-me o chão?



Mal sabes amor, mal sabes...

Meus sonhos, meus sonhos!

Ah! Estes eu levo perdidos...

E os agarro gritando... para

que fiquem comigo!

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