sábado, 15 de março de 2008

Indomável realidade

A vida era menina e me sorria.
E eu, irmã gêmea da vida,
amava os sonhos que me acompanhavam,
convicta de tudo em que acreditavam.

Vivi cada um deles como se fosse o último!
Ou o primeiro, quando os descobria,
todos eles tiveram primazia
desde a cigana até a colombina...

O tempo, senhor da vida e de todos nós,
reservou-me o silêncio das cinzas,
apagando todo e qualquer alarido.
tirou da melodia, a beleza e o sentido.

Altercando a teoria da teimosia,
fui em frente me negando a desistir,
e de repente, no horizonte eu vi
vinhas de longe para ser feliz!

Novamente os sons tomaram conta,
da vida e de mim, encantadores!
Pisoteados na avenida, foram os mil amores,
junto a eles, foram-se também os temores...

Mas quando tudo passou e amanheceu de novo,
pouco me sobrou, só uma fantasia amarrotada;
como todos os sonhos que acabam em nada,
seguiram em frente, Colombina e Pierrô.

Para renascerem em outro sonho algum dia...
Na indomável realidade
tudo acabou...

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