Era Natal e lhe havia somente,
Na aparência, uma mágoa abandonada,
E uma descrença antiga pendurada
Naquele olhar tranqüilo e comovente.
Era Natal, mas ele olhando o Nada,
Andou outras tristezas para frente,
Depois deitou seus trapos na calçada
E adormeceu sorrindo simplesmente.
Era Natal e a sua alma condoída,
Qual presépio sem luz de estrela guia,
Ficou sob a marquise na avenida.
E assim se pôs entristecido o dia...
E anoiteceu nas horas e na vida,
Era Natal, mas ele não sabia...
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