sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

NATAL

Era Natal e lhe havia somente,

Na aparência, uma mágoa abandonada,

E uma descrença antiga pendurada

Naquele olhar tranqüilo e comovente.



Era Natal, mas ele olhando o Nada,

Andou outras tristezas para frente,

Depois deitou seus trapos na calçada

E adormeceu sorrindo simplesmente.



Era Natal e a sua alma condoída,

Qual presépio sem luz de estrela guia,

Ficou sob a marquise na avenida.



E assim se pôs entristecido o dia...

E anoiteceu nas horas e na vida,

Era Natal, mas ele não sabia...

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