Há de existir um tempo
de perfeito entendimento
entre a árvore e o vento
que soprará assim tão macio
a acariciar as folhas,
e onde flores e frutos
se eternizarão contentes,
pois serão colheitas perenes
do amor que existe em nós.
Há de existir um tempo
onde a noite e as estrelas
emoldurarão a lua
que tão desavergonhada
testemunhará satisfeita
o sentimento jorrando
e tomando conta de nós.
Há de existir um tempo
onde a emoção será o alimento
mais puro dos nossos poemas,
e as lembranças existentes
serão sempre boas, amigas,
coisas de nós dois.
Há de existir um tempo
onde eu possa confessar que o amor
é o presente mais valioso
que eu tenho para te ofertar.
Há de existir um tempo
onde não existirão distâncias,
onde minha mão, simplesmente,
possa acariciar teus cabelos,
teu rosto, teu corpo,
sem ter que me preocupar
que o mundo chama lá fora,
que infelizmente já é hora
e eu não posso mais ficar.
Que esse tempo venha depressa,
é tudo o que eu quero agora,
pois hoje o poeta implora,
lamenta a ausência e chora
em versos o que ele sente.
1 comentário:
uma poesia belíssima, tocante. tem o som da brisa. parabéns. abraço. maria.
hoje, com alguns meses de atrazo, vi seu comentário em meu flog sobre a sua poesia Mulher Enluarada.
obrigada por se importar.
e desculpa lhe chamar de um tal de Naldo Velho... nunca tinha ouvido falar de seu nome antes daquele dia. mas agora já li inúmeros textos seus. todos maravilhosos.
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