Olho o relógio na parede,
os ponteiros girando, pontuais,
Minha cabeça rodando,
descompassada por demais.
Sentado, papel sobre a mesa,
caneta na mão,
Quero fugir do tédio,
busco o remédio da inspiração.
Já falei da Lua cheia,
dos seus encantos sobre os mortais,
Cantei o verde das matas,
o abrigo da terra, a doçura dos animais.
Procuro temas diferentes,
persigo o novo, a evolução,
Entôo loas ao Criador que me deu o
equilíbrio entre a Razão e a Emoção.
Por Sua Graça, tenho fartura,
desperdício jamais,
O ato de repartir com o próximo me trouxe amigos leais.
Na minha casa existe
Amor, zelo e dedicação,
Fruto da lição que só se vê bem com o coração.
Preocupado em viver bem,
como fazem as pessoas normais,
Que preservam sua autenticidade
sem ferir os espaços dos iguais,
Perambulo pelos campos e praias com toda obstinação,
Pregando a tolerância,
a transigência e a virtude do perdão.
Registro estórias e fatos antigos e atuais,
Merecedores de importância e notoriedade especiais.
Confesso minha fraqueza pelo culto à recordação,
Posto que alimenta o espírito e me aclara a visão.
Reconheço que as idéias novas não se ocultam nos manuais,
São frutos do auto estímulo e das crenças nas luzes espirituais.
Ora, vejam só como foi o bastante começar,
entrar em ação,
Exercitar, forçar o pensamento e encontrar a lógica da percepção.
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