ÀS VEZES PENSO QUE NÃO SEI MAIS REZAR!
Há pouco, atento ao compasso da chuva mansa,
Concomitante, ouvia o canto melodioso do sabiá,
Que me traz doces recordações do tempo criança,
Ponte deveras importante entre meu cá e meu lá.
De repente, um arrepio pelo corpo, uma secura na garganta,
A imediata conexão com o Criador, a vontade de agradecer,
Mas, as orações pré-construídas fogem do meu saber,
Forço em vão a memória na busca de pista na lembrança,
Deixo a mente perscrutar o Orbe até onde a vista alcança,
Invoco a ajuda dos anjos, que respondem em bel canto:
- Não se exaspere, pois não se concebem palavras para tanto!
Em seu poetar a tradução da inspiração se perde em escolhas,
Mas o que de melhor haverá de encontrar para expressar o
“farfalhar das folhas”?
Recebo a lição com os ouvidos e o coração.
Tomo a decisão de não cometer sacrilégio,
De não privilegiar privilégio,
De não agredir a linguagem poética,
De não assumir atitude profética,
De não censurar a onomatopéia,
De não apressar a centopéia.
Assumo a simplicidade
E a verborréia
Deixo de lado.
Senhor Deus,
Obrigado!
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domingo, 21 de fevereiro de 2010
terça-feira, 7 de abril de 2009
ESTAÇÃO OUTONO
Outono,
Horizonte clareando.
No meu jardim,
Pássaros e flores,
Muita alegria para mim.
Quaresma,
Sexta da Paixão.
Na roseira,
Bela e faceira,
A flor em botão.
Feriado,
Ao descanso guardado.
Na hera sobre o portão,
A passarinhada, engalanada,
Solta o canto em oração.
Natureza,
Encanto e mistério.
No firmamento,
Movem-se as nuvens em desalinho,
Fustigadas pelo vento daninho.
Amizade,
Paz e Amor.
Na Poesia,
Homens e pássaros, em harmonia,
Unem suas preces ao canto da Ave Maria.
Outono,
Folhas mortas pelo chão.
No calendário,
A paixão, a morte e a ressurreição,
Cenário outonal da Renovação.
Horizonte clareando.
No meu jardim,
Pássaros e flores,
Muita alegria para mim.
Quaresma,
Sexta da Paixão.
Na roseira,
Bela e faceira,
A flor em botão.
Feriado,
Ao descanso guardado.
Na hera sobre o portão,
A passarinhada, engalanada,
Solta o canto em oração.
Natureza,
Encanto e mistério.
No firmamento,
Movem-se as nuvens em desalinho,
Fustigadas pelo vento daninho.
Amizade,
Paz e Amor.
Na Poesia,
Homens e pássaros, em harmonia,
Unem suas preces ao canto da Ave Maria.
Outono,
Folhas mortas pelo chão.
No calendário,
A paixão, a morte e a ressurreição,
Cenário outonal da Renovação.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
O ALPENDRE
No bairro onde eu moro
Também mora a sabiá,
Ave canora que adoro,
Sempre adejando por lá.
Da janela do meu Apto.
Vejo na casa da frente,
Exposta ao sol e ao vento,
Idosa senhora no alpendre.
Dia desses, pela manhã,
Dei olhos ao inusitado,
A idosa descascava maçã,
Tendo a sabiá ao seu lado.
A cena rara me comoveu,
Mexeu com meu lado poeta,
A chama no peito acendeu,
E, como alpendre não tenho,
A porta do coração deixo aberta.
Pois é, cidadão!
Veja que imagem sadia!
A sabiá e a senhora conversando no alpendre,
O poeta, em alerta, concebendo a poesia.
Também mora a sabiá,
Ave canora que adoro,
Sempre adejando por lá.
Da janela do meu Apto.
Vejo na casa da frente,
Exposta ao sol e ao vento,
Idosa senhora no alpendre.
Dia desses, pela manhã,
Dei olhos ao inusitado,
A idosa descascava maçã,
Tendo a sabiá ao seu lado.
A cena rara me comoveu,
Mexeu com meu lado poeta,
A chama no peito acendeu,
E, como alpendre não tenho,
A porta do coração deixo aberta.
Pois é, cidadão!
Veja que imagem sadia!
A sabiá e a senhora conversando no alpendre,
O poeta, em alerta, concebendo a poesia.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
O POETA E A POESIA
O poeta acordou no início da fria alvorada
E, sem arredar as cobertas, por ali foi ficando,
Quieto, ouvindo a onomatopéia do vento brando,
Soprando, num lúdico farfalhar, folhas secas na calçada.
O poeta traçou mecanicamente sobre si o Sinal da Cruz
E, asseverando segurança plena, deixou o leito macio.
O cérebro, cobrando agilidade do corpo impactado pelo frio,
Acelerou-lhe os passos, qual libélula sem asas em direção à luz.
O poeta, sem deixar o trilho da inércia, ansiando a claridade solar,
Destravou a porta de entrada da casa, invocou a guarda do Anjo Amigo
E,convicto da Divina bênção da Mão Protetora que afasta eventual perigo,
Cruzou a soleira, envolvido pelos doces cantos das aves espalhados no ar.
O poeta sonhador, dado a sonhar maravilhosos sonhos reais e multicores,
Por um instante, voltou no tempo, aos idos áureos da infância interiorana,
Do cheiro de mato, do manso regato, do café da mãe com açúcar da cana,
Do céu azul, do chão tomado pelas flores e dos corações cheios de amores.
O poeta, entregue ao transe, embarcou na nave do sonhar
E parecia ao passado tão apegado como não querendo de lá voltar.
Mas o gracioso joão-de-barro, com seu canto estridente o fez acordar.
Então, meio sem jeito, gritou aos quatro ventos:
Volvo ao passado, sem esconder a nostalgia,
Posto que sedimenta o meu casamento com a Poesia.
E, sem arredar as cobertas, por ali foi ficando,
Quieto, ouvindo a onomatopéia do vento brando,
Soprando, num lúdico farfalhar, folhas secas na calçada.
O poeta traçou mecanicamente sobre si o Sinal da Cruz
E, asseverando segurança plena, deixou o leito macio.
O cérebro, cobrando agilidade do corpo impactado pelo frio,
Acelerou-lhe os passos, qual libélula sem asas em direção à luz.
O poeta, sem deixar o trilho da inércia, ansiando a claridade solar,
Destravou a porta de entrada da casa, invocou a guarda do Anjo Amigo
E,convicto da Divina bênção da Mão Protetora que afasta eventual perigo,
Cruzou a soleira, envolvido pelos doces cantos das aves espalhados no ar.
O poeta sonhador, dado a sonhar maravilhosos sonhos reais e multicores,
Por um instante, voltou no tempo, aos idos áureos da infância interiorana,
Do cheiro de mato, do manso regato, do café da mãe com açúcar da cana,
Do céu azul, do chão tomado pelas flores e dos corações cheios de amores.
O poeta, entregue ao transe, embarcou na nave do sonhar
E parecia ao passado tão apegado como não querendo de lá voltar.
Mas o gracioso joão-de-barro, com seu canto estridente o fez acordar.
Então, meio sem jeito, gritou aos quatro ventos:
Volvo ao passado, sem esconder a nostalgia,
Posto que sedimenta o meu casamento com a Poesia.
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
GASTANDO O TEMPO
Olho o relógio na parede,
os ponteiros girando, pontuais,
Minha cabeça rodando,
descompassada por demais.
Sentado, papel sobre a mesa,
caneta na mão,
Quero fugir do tédio,
busco o remédio da inspiração.
Já falei da Lua cheia,
dos seus encantos sobre os mortais,
Cantei o verde das matas,
o abrigo da terra, a doçura dos animais.
Procuro temas diferentes,
persigo o novo, a evolução,
Entôo loas ao Criador que me deu o
equilíbrio entre a Razão e a Emoção.
Por Sua Graça, tenho fartura,
desperdício jamais,
O ato de repartir com o próximo me trouxe amigos leais.
Na minha casa existe
Amor, zelo e dedicação,
Fruto da lição que só se vê bem com o coração.
Preocupado em viver bem,
como fazem as pessoas normais,
Que preservam sua autenticidade
sem ferir os espaços dos iguais,
Perambulo pelos campos e praias com toda obstinação,
Pregando a tolerância,
a transigência e a virtude do perdão.
Registro estórias e fatos antigos e atuais,
Merecedores de importância e notoriedade especiais.
Confesso minha fraqueza pelo culto à recordação,
Posto que alimenta o espírito e me aclara a visão.
Reconheço que as idéias novas não se ocultam nos manuais,
São frutos do auto estímulo e das crenças nas luzes espirituais.
Ora, vejam só como foi o bastante começar,
entrar em ação,
Exercitar, forçar o pensamento e encontrar a lógica da percepção.
os ponteiros girando, pontuais,
Minha cabeça rodando,
descompassada por demais.
Sentado, papel sobre a mesa,
caneta na mão,
Quero fugir do tédio,
busco o remédio da inspiração.
Já falei da Lua cheia,
dos seus encantos sobre os mortais,
Cantei o verde das matas,
o abrigo da terra, a doçura dos animais.
Procuro temas diferentes,
persigo o novo, a evolução,
Entôo loas ao Criador que me deu o
equilíbrio entre a Razão e a Emoção.
Por Sua Graça, tenho fartura,
desperdício jamais,
O ato de repartir com o próximo me trouxe amigos leais.
Na minha casa existe
Amor, zelo e dedicação,
Fruto da lição que só se vê bem com o coração.
Preocupado em viver bem,
como fazem as pessoas normais,
Que preservam sua autenticidade
sem ferir os espaços dos iguais,
Perambulo pelos campos e praias com toda obstinação,
Pregando a tolerância,
a transigência e a virtude do perdão.
Registro estórias e fatos antigos e atuais,
Merecedores de importância e notoriedade especiais.
Confesso minha fraqueza pelo culto à recordação,
Posto que alimenta o espírito e me aclara a visão.
Reconheço que as idéias novas não se ocultam nos manuais,
São frutos do auto estímulo e das crenças nas luzes espirituais.
Ora, vejam só como foi o bastante começar,
entrar em ação,
Exercitar, forçar o pensamento e encontrar a lógica da percepção.
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