terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um amar

Amar às vezes me espanca,

estranho se perder quando é cristalino,

pior é quando ama sem amar,

um amor que dá volta sem destino.





Amar põe gritos no caminho do eco,

ouço a voz quando vai pro depois,

desprende quando abraço o vento,

ora gente, ora espanto quando amar é dois.





Amar diferente quando amar é doação,

prendo-me de mal e logo me entende,

doo todos os sonhos e me roubam,

é, lá se foi meu amar que não mente.





Amar, eis meu corpo só, frio e quente,

que o sol me veja e a lua a me comover,

não tem estrela com nome de amante,

se amar é feminino, masculino é perder.

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