sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Equilíbrios

Ao equilibrar a humildade no beijo,

a verdade aparece de pensamentos profundos,

o arrepio que para o tempo no abraço,

o prazer de ser Deus por alguns segundos.





A alma tem música que balança aos toques,

quando os olhos veem risos avalizam

a lágrima boa que nem sal tem,

molham os caminhos das faces que ruborizam.





Perdoa o sentimento que adorna o corpo,

flor que nascem em campo sem cura,

onde corre sangue que dá febre e suor

e o tesão flui, acima e abaixo da cintura.





Meigo amor que equilibra a dor do mundo,

alma doente fechada no corpo em ebulição,

às vezes chora por uma língua que beija,

estampado nas entrelinhas do sim e do não.





Tenho conchas lacradas de amor novo,

prazeres que provocam espasmo que desalinha,

essências de paixão que agitam e queimam,

um só corpo, uma só alma, impura e sozinha.

Sem comentários: