quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Desfecho

Vagueava pelas ruas
Como se procurasse o sentido da vida
Entre as pedras que calcava.
Como se tivesse a certeza
De te encontrar também perdida e só.

Revejo-te agora num tempo esquecido
Num retrato amarelecido.
O que restará de nós,
Agora que te foste?

Onde quer que vá
Levarei sempre no meu corpo
O teu abraço.
E levo dos teus lábios
Aquela esperança sedenta
Que não me chegará...

Porque o sono negro, implacável
Estendeu-te a mão
E mergulhaste.

E eu recostado em ti
Embalar-me-ei por suaves momentos,
Pensando sempre
que te vou encontrar ainda
Onde te deixei...

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