Vagueava pelas ruas
Como se procurasse o sentido da vida
Entre as pedras que calcava.
Como se tivesse a certeza
De te encontrar também perdida e só.
Revejo-te agora num tempo esquecido
Num retrato amarelecido.
O que restará de nós,
Agora que te foste?
Onde quer que vá
Levarei sempre no meu corpo
O teu abraço.
E levo dos teus lábios
Aquela esperança sedenta
Que não me chegará...
Porque o sono negro, implacável
Estendeu-te a mão
E mergulhaste.
E eu recostado em ti
Embalar-me-ei por suaves momentos,
Pensando sempre
que te vou encontrar ainda
Onde te deixei...
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