sábado, 8 de agosto de 2009

DE PAI PARA PAI

Pai, como pai que também me tornei poderei te falar como pai. E é assim que eu quero te falar. Eu quero te dizer uma conversa franca de pai para pai.

Agora que estamos só nós dois, me responda, como é bom ser pai não é mesmo?

Ou ser pai é quando deixamos de ser apenas filho, para nos consagrarmos deuses? Ou é quando recebemos esse presente de Deus?

Mas como é divino ser filho também, não é mesmo pai?

Como é dignificante ser filho e pai ao mesmo tempo! Assim exclamo porque foi através de ti que me fiz vida, e no contexto dessa vida me ensinaste a conhecer a esperança e o amor, e como filho, ainda nessa esperança assisti a transparência alva da paz vinda de teu coração, visivel no teu meigo olhar.

Pai, no aprendizado natural da vida, o mais louvável que me aconteceu foi o que aprendi de ti.

Foi observando-te a cada passo, a cada momento, que absorvi o dom da paternidade, foi de ti pai que

herdei os gestos sagrados das virtudes, foi de ti que me veio o ensinamento da observação das belas paisagens da vida, dos abrolhos que a própria vida nos dá em amor. E é assim pai que eu quero te falar;

E é assim que eu quero reconhecer-te e te dizer do amor, desse amor de filho, esse amor que sinto por ti.

E também esse amor de pai para pai.

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