Hoje vi-me num espelho, olhei-me de pertinho,
Achei o meu olhar diferente, triste...
Não sente a minha alma o que o espelho me mostra,
Dizem que a alma não envelhece,
Só corpo padece...
Essas dúvidas provocam-me frustração,
Em alguns momentos tristeza, noutros até depressão,
Mas, parece que não adianta reclamar,
Vou, então, o espelho evitar,
Para não machicar mais meu coração...
Tentarei a acreditar que envelhecer
É o privilégio de se viver mais.
Acho que é bom vivermos a nos auto-enganarmos,
Apegar-nos ao que temos de positivo, sem nos
envolvermos em fantasias,
Porque elas são fugazes e conflitarão com a realidade
Quando formos em busca da verdade,
Nesse momento prevalecerá a razão.
Mas tudo é muito confuso em nossos derredor,
Há uma descabida agitação nos conflitos da tecnologia,
Onde não há razão e nem emoção,
O homem foge da espiritualidade
Ao viver em busca da velocidade,
Como se isso fosse solução para a essência da vida...
Meus versos sempre contrariam
Os meus princípios que são apoiados na fé...
Pensando bem, a fé pode ser solução,
Devemos, diante disso, então,
Reler os preceitos e nos entregarmos à oração,
Virá o alívio pela fé, esperança e caridade,
Que são as virtudes teologais...
Ao serem aceitos esses preceitos
Criar-se-ão na nossa mente novos conceitos,
Haverá, então, a aceitação da realidade,
O fruto será a felicidade
E o prazer de viver
Sem o medo da verdade.
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