Aquecia-me na areia,
O mar num vai-vem agitado, eu via,
Via lá bem longe uma baleia
Da baleia, o mar enciumado, da areia...
Parecia tudo errado
A areia filtra, coa o sabor salgado,
Minha memória não é boa
Mas, ainda, fico a pensar...
Às vezes, me confundo
Como é grande o mundo,
Quando o mar estremece,
Meu cuidado cresce...
Sente pânico minh'alma
Minha razão pede calma,
Rezo uma santa prece
Então tudo m' enternece...
O rumo perde o sentido,
Não sei para onde vou,
Sinto-me perdido...
Perco minha idendidade...
É uma realidade,
Não sei quem sou
A escrever à-toa
Lembrei-me de Q Boa...
Assim vou rimar,
Ela lava e limpa,
Supimpa!
Não sei parar...
Esqueci do mar,
E, também, da areia,
Ah! a baleia!
Tudo vale, amor consente.
Quero clarear
A minha mente
Se necessário vou calar...
Senão ficou rouco
Sou um poeta
E não um louco,
Ou de tudo talvez um pouco...
Vou viajar
Pelo mar,
Sabe em que?
Não sabe, pense!
Numa jangada cearense,
Vou romper o oceano
Nem que leve um ano,
Quero subir no horizonte...
Vou ao jardim da fonte
E trazer de lá uma flor,
Para dar ao meu amor,
Quando aqui chegar...
Ficarei a sonhar
Com tudo vi,
Lá e aqui.
Vou terminar...
Está desconexo...
E sem nexo
O meu versejar.
Se você leu, não diga que fui eu...
Desculpe as mal traçadas linhas,
Não foram da minha musa,
Foram mesmo minhas.
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