sexta-feira, 11 de julho de 2008

VERSOS SEM FIM

Aquecia-me na areia,
O mar num vai-vem agitado, eu via,
Via lá bem longe uma baleia
Da baleia, o mar enciumado, da areia...

Parecia tudo errado
A areia filtra, coa o sabor salgado,
Minha memória não é boa
Mas, ainda, fico a pensar...

Às vezes, me confundo
Como é grande o mundo,
Quando o mar estremece,
Meu cuidado cresce...

Sente pânico minh'alma
Minha razão pede calma,
Rezo uma santa prece
Então tudo m' enternece...

O rumo perde o sentido,
Não sei para onde vou,
Sinto-me perdido...
Perco minha idendidade...

É uma realidade,
Não sei quem sou
A escrever à-toa
Lembrei-me de Q Boa...

Assim vou rimar,
Ela lava e limpa,
Supimpa!
Não sei parar...

Esqueci do mar,
E, também, da areia,
Ah! a baleia!
Tudo vale, amor consente.
Quero clarear
A minha mente
Se necessário vou calar...

Senão ficou rouco
Sou um poeta
E não um louco,
Ou de tudo talvez um pouco...

Vou viajar
Pelo mar,
Sabe em que?
Não sabe, pense!

Numa jangada cearense,
Vou romper o oceano
Nem que leve um ano,
Quero subir no horizonte...

Vou ao jardim da fonte
E trazer de lá uma flor,
Para dar ao meu amor,
Quando aqui chegar...

Ficarei a sonhar
Com tudo vi,
Lá e aqui.
Vou terminar...

Está desconexo...
E sem nexo
O meu versejar.
Se você leu, não diga que fui eu...

Desculpe as mal traçadas linhas,
Não foram da minha musa,
Foram mesmo minhas.

Sem comentários: