Pelos caminhos agrestes
que estendidos nos olham,
há encontros que nos chamam
e despedidas que choram.
Há olhares que se cravam
entre gritos e cansaços,
nos sentimentos brotados
pela ausência de abraços.
Há a colheita do pranto
dos risos em retrocesso,
das alegrias que morrem
e anulam qualquer regresso.
Há a viagem que funde
nossos sonhos renascidos,
ou seria o livre arbítrio
que traça nossos destinos?
Ah, território implacável
de lamentos e miragens,
e que nas noites de sempre
desconhece minhas paisagens!
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