terça-feira, 4 de março de 2008

QUANDO VIRÁ O DIA

Senhora, meu sono, tem sido mal dormido
pese paredes e janelas, sejam as mesmas…
que dou-me ao abandono, só e tão sofrido
entre canetas, lápis, livros, folhas e resmas.

Dime senhora quando virá o desaparecido
definidos que estão novíssimos teoremas…
nem sempre o que queremos é o atingido…
e foge de mim todos e quaisquer esquemas.

A noite vem devagar em todo o seu cinismo
que eu relembro-te entre flores, carmesins…
e trago em mi bem silente todo o altruísmo

co que me incutistes, longe levar os demais.
Ah, quem dera oferecer-te todos os jardins
toda a meiguice, todo o perdão dos animais.

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