Amado meu, amo as palavras, tu bem sabes...
Quer sejam prosa , verso, recado ou canção
São elas o doce bálsamo em que cabes
Mas não calam meus anseios de coração
Leve o vento divagações em que me afundo
Remoinhos etéreos nos quais me anestesio
Que me roçam quando os espalhas pelo mundo
Calor fugaz que deixa em mim rasto de frio
Do teu olhar no meu é verso que preciso
Da tua mão profana a prosear sem siso
Ternas carícias plo meu corpo a vaguear
Tua boca na minha em trovas de beijar
Comporá odes, partituras e delírios
Pena a prumo ardendo rubra como círios
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