quarta-feira, 19 de março de 2008

A Inveja

Ser arguto a roer-se no estertor
Da tortura... À meia-noite espreita
Nos olhos a marca do Predador
A Fera tatuada e insuspeita.



Exigente a oral insaciedade
No olhar cavernoso perpetua
O mata-borrão... Ah! Tua Loucura
Chaga da promíscua Sociedade.



Rasgo-te até a metade, que eu quero
No vulto agigantado do meu Berro
Cuspir no teu delírio pulsional.



Tombado! És um Deus do céu fugido
Um gênio costurado no tecido
Da empobrecida Colcha-do-Social.

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