Andei por labirintos coloridos
Seguindo a canção doce da sereia
Que c’oa espuma de cada maré-cheia
Bordava sensações nos meus sentidos.
E a sereia dormiu na minha vida,
Na cama onde dormia o meu amor,
E a letra dos meus fados ganhou cor
Em vez dos versos brancos sem medida.
Choveram euforias no meu peito.
Eu era um imortal, um ser eleito,
E a alegria do mundo era só minha.
E os castelos erguidos na ilusão
São os claustros da fria solidão
Onde agora minha alma se definha.
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