Achei teu sorriso no oásis dos meus dias tristes!
A angústia vestiu-se de promessas em searas,
aniquilando o ventre no silêncio magoado,
para saltar serras e regatos, como quem voa
numa forma ancestral dos gestos e das dúvidas!...
Os tempos eram aparência cálida sem futuro!
Mar revolto onde navegavam insanos mitos
onde as palavras tinham sentenças gravadas
na voz dos dias, onde germina o holocausto
numa sempre constante, e inexorável mentira.
Me seduziu teu olhar casto, como a efusão crente
no existir onde guardo o gosto doce de teu mimar.
Onde escrevo na carne do teu desejo, o meu poema
num áureo acidental, com vogais intercaladas...
...caminhamos sobre todas as rotas e todos os medos
para vivermos o amor que chegou a ser verdade!
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